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1
Uma
obra de arte, um prédio, uma ponte ou um estudo acadêmico, num primeiro momento,
podem não estar relacionados, mas se considerar-se como produtos de trabalho,
as relações se estabelecem.
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A
No
entanto, observando-se as sociedades modernas, uma constatação se impõe:
contrariamente a um progressivo e homogêneo desaparecimento do trabalho, o
que ocorre é uma diminuição no número de postos e uma concentração do
trabalho em efetivos reduzidos, criando uma luta acirrada pelos empregos
disponíveis e, ao mesmo tempo, uma pressão extrema sobre os empregados.
Por
que, então, não se pôde desenvolver um modelo social compatível com o
declínio do trabalho ? A resposta é simples: porque a concepção de tal modelo
teria de considerar exclusivamente o aspecto técnico do trabalho, o que é um
erro. Do mesmo modo a parte técnica do trabalho de um gênio como Michelangelo
é precedida pela maturação de um anseio criativo; no homem comum, a parte
técnica do trabalho é precedida por um anseio produtivo que, não podendo
materializar-se, torna-se frustração.
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2.
O trabalho é a forma pela qual o homem
transforma a natureza, gerando toda a riqueza que possui.
Desde
o trabalho primitivo do homem caçador e coletor até o trabalho assalariado,
típico do sistema capitalista, as diferentes formas de trabalho acompanham as
transformações históricas e econômicas das diferentes sociedades, nas mais
diversas épocas. È através do trabalho que o homem construiu sua história e
ainda assim acredita-se que o fim do trabalho pode estar próximo.
3.
As
últimas décadas viram florescer no pensamento ocidental novas teorias acerca
do trabalho. Entre elas, destaca-se a estrondosa e aparentemente otimista
teoria do fim do trabalho. Com efeito, já parece bem remoto o tempo em que,
ma Inglaterra recém-industrializada, o desemprego era considerado “
vagabundagem” e punido por lei; hoje, com as crescentes maquinização e
informatização, a demanda por mão de obra tem caído, e seu total
desaparecimento não parece uma previsão absurda.
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B
Um
prédio é fruto de vários profissionais, desde engenheiros e arquitetos que o
projetaram aos pedreiros e mestre de obras que o executaram. Da mesma forma
que uma obra de arte, como a escultura David de Michelangelo, é produto de
trabalho do artista que o concebeu. Desse modo, o trabalho possui várias facetas,
podendo ser classificado como trabalho intelectual, braçal, artístico ou
produtivo.
Infelizmente,
na sociedade atual, há formas de trabalho que são mais valorizadas que
outras. Por exemplo, o trabalho que um advogado é mais conceituado que o de
um carpinteiro e pode ser visto na forma de remuneração. Um advogado recebe
mais pelas mesmas horas trabalhadas que um carpinteiro. Isso porque o
pensamento contemporâneo e capitalista enxerga que o advogado agrega mais
valor à cadeia produtiva e, portanto, gera mais renda que o carpinteiro.
A
essa primeira diferenciação,
verifica-se que o progresso técnico e capacidade produtiva ao longo dos
séculos, ao invés de proporcionar mais tempo à própria humanidade, implicou o
aumento do trabalho e maior distância entre
os que dominam tais técnicas e os que estão à margem delas.
A
era digital e o uso de computadores e softwares modernos permitiu maior
produtividade, corte de custos e otimização do processo produtivo aos que
dela participam. Também implica maior carga de trabalho. Porém, aos
excluídos, significou desemprego e marginalização.
C
Alguns
teóricos que pensavam sobre os rumos do trabalho no futuro próximo, como Peter Drucker,
consideram que, com a automatização da produção e a informação dos serviços ,
é natural que o trabalho deixe de fazer parte da vida de uma grande parcela
da população mundial. Essa parcela não tendo mais de trabalhar para
sobreviver, poderia dedicar-se ao chamado trabalho criativo ou artístico ou
artesanal, que se caracteriza pela realização e pela plenitude do homem no
trabalho.
No
entanto, no contexto histórico, social e econômico atual, caracterizado pelo
capitalismo de mercado de forte cunho financeiro e pela adoção abrangente de políticas econômicas
neoliberais, a substituição da mão de obra humana, decorrente da revolução
tecnológica da informática e da automação , não tem contribuído para um maior
bem-estar. Ao contrário, tem gerado uma massa de desempregados, cuja condição
de vida é extremamente precária e insustentável.
Enquanto
o desempregado cresce, um número cada vez menor de trabalhadores se encarrega
das funções que antes eram desempenhadas por muitos e são assim
sobrecarregados e superexplorados no trabalho. Há, por fim, um pequeno grupo
dos chamados “ trabalhadores do conhecimento” , que constitui a elite dos
trabalhadores modernos. O trabalho, no caso destes últimos, pode incorporar
características do trabalho criativo e ser fonte de realização pessoal, porém
são muito pouco privilegiados por essa
nova forma do trabalho atual.
PRODUZINDO A CONCLUSÃO
ATIVIDADE 3
Na
atividade anterior, há três
dissertações sem conclusão. Nessa parte final do texto, é comum citar
expressões que foram usadas no primeiro parágrafo para mostrar ao leitor que
o texto está perfeito: o fim retoma o início. Todavia, não se prenda a isso.
Outras características importantes são a simplicidade, a objetividade e a
síntese do posicionamento adotado ao longo dos parágrafos. Escolha uma das
dissertações da atividade anterior e produza a conclusão.
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